domingo, 16 de novembro de 2014

Família



Feliz tarde de domingo.
Família reunida.
Uma na manhã.
Um culto à tarde!
Talvez um churrasco.
Sem enrosco.
Família.
Seus sentimentos múltiplos.
Suas relações conturbadas.
Desvirtuadas.
Família?
Quem é a família?
Família é quem te faz feliz.
O resto é extorsão sentimental.
Querer bem não é obrigação.
É amor.
E amor só traz felicidade.
Estar perto.
À distância trás saudade.
Pior é estar perto e no coração tão distante.
Distonteantes relações.
Querer bem.
A quem?
Primeiro você.
O resto pra quem merece.
Quem merece?
Quem te ama!
Desperte do transe, viva sua vida e deixe viver.
Todos preocupados em definir família, mas não sabem amar!
Se amassem não definiriam.
Viveriam o amor.
Família independe de quantidade ou formação sanguínea.
Família é estreitar os laços através do amor.
Através do querer bem.
Não viva as ilusões da hipocrisia de uma sociedade doente.
Que não sabe amar.
Aprenderam a pedir,
Mas não consegue doar.
Se doar.
Apenas se doerem.
Sofrerem e viverem a ilusão da felicidade no sorriso fácil e falso.
O coração se enche de depressões.
De medos.
De decepções.
Decepcionante é não amar.
Ame.
De verdade.

Micael.



domingo, 9 de novembro de 2014

Simples



Simples, tudo tão simples!
O que se faz grande, importante não vale nada mais que um pequeno tempo.
Ser importante, o que é importante?
Simplesmente algo que nos importa, nos importamos devido nossa necessidade.
O tudo pode ser nada, mas o que importa?
Quando olhamos de uma outra perspectiva, muito além dos olhos ou das fartas e falsas emoções, criamos um mundo particular, pleno de conceitos e preconceitos! Um mundinho de certezas!
Toda certeza é abalável, pois não existe certo e errado! Não existe o bom e o ruim.
Sobra apenas o ser, ser o que podemos ser!
Ser aquilo que queremos ser, ou gostaríamos de ser.
Todos nós temos nossas verdades, mas qual é verdade?
A verdade é uma soma das nossas vivências.
Não existe verdade!
Não existe mentira.
O que existe é um punhado de ignorância.
Ignorância que suprime a vida.
Quando se aprende a olhar por cima, por uma perspectiva nova, tudo se torna fácil.
As coisas fúteis que efemeramente são amadas por nós se tornam tolices.
A matéria é apenas um detalhe, o que ter é banal.
Porque ter?
Porque cobiçar?
O ouro é de tolo, tolo aquele que ama o ouro.
Estúpido o que acumula, perde tempo demais em manter e esquece-se de viver.
As lutas internas são necessárias.
Renovação.
Sempre nos renovar, sempre reaprender.
Mas quem vive na sua verdade imutável é tolo!
Não muda, não cresce, não conhece a vida intimamente.
Venera os prazeres materiais e sofre por ser imediatista, se torna pequeno e mesquinho.
Afoga-se em medos e mágoas!
De tudo que praticamos ou realizamos o que é verdadeiramente real?
A realidade é dolorida, por isso tantos sonhos!
Sonhos e devaneios suprem nossa pequena alma.
Sedentos de orientações seguimos em frente, na mesma ilusão da certeza!
De tudo que pensamos ser conquista é permitido levar apenas nossos atos.
Quando partirmos seremos questionado pelo que realizamos e não pelo que compramos.



Micael