terça-feira, 27 de setembro de 2011

Vazio.




Os dias passam lentos.
Providencial presença.
Tarde escura.
Passos acelerados.
Um silêncio estrondoso na alma...
Derrepente o impacto.
O fim.
Vida passageira, passou.
Foi um dia vivida.
Tão querida.
Derrepente o nada.
O universo é um vazio.
Tudo inerte.....
Onde estou?
Onde queria estar.

Micael A. Andrade

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Passos.




Entre caminhos desconhecidos passei.
Entre vidas passei.
Entre emoções naveguei.
Pelas ruas estreitas do viver.
A tarde fria insólita!
Caminhando estou a procura de não sei o que.
Não sei o que procurar.
Não sei o que fazer.
Os dias escorrem entre meus dedos.
O tempo é companheiro da vida.
Passa o tempo, passa a vida.
Sem entender vivo.
Quem entende?
Somos tudo e ao mesmo tempo somos nada.
Tudo pode findar em instantes.
Somos o que vivemos.
Somos o que fizemos.
Somos vida vivida.
O tempo não importa.
Importa os feitos.
E os desfeitos.
Caminho lentamente pensando em nada.
Navego minha mente, minha alma.
E vejo tudo diferente a cada dia.
Ê mundão que gira e transforma,
é meu companheiro.


Micael A. Andrade

domingo, 11 de setembro de 2011

Espada




De espada em riste, punho serrado.
Coração aflito.
Sagaz é a morte á espreitar.
Cada respiração uma dor de medo.
Medo do que a por vir.
Medo de errar.
Medo de não mais vê os queridos.
O suor é como ácido na testa.
O sangue borbulha nas veias.
Trêmulo.
Ergue a espada, os gritos são para abafar o medo.
O s estridentes impactos de lâminas tomam conta do ar.
O sangue jorra no campo de batalha.
Vidas e alegrias  acabam , são consumidas rapidamente.
O  que resta é o orgulho de matar pela pátria, pelo clã, pelo feudo ou pela honra.
Onde está honra e glória ao ceifar vidas?
Qual a honra de matar a alegria da juventude?
Honrado é quem preserva a vida.
Ama viver e deixar viver.
Aos amantes da guerra resta o medo e o futuro curto da estupidez.
Seus medos o consumiram!


Micael A. andrade