terça-feira, 26 de maio de 2009

A princesa e a ervilha


A Princesa e a Ervilha
Era uma vez um príncipe que queria casar com uma princesa — mas tinha de ser uma princesa verdadeira. Por isso, foi viajar pelo mundo fora para encontrar uma, mas havia sempre qualquer coisa que não estava certa. Viu muitas princesas, mas nunca tinha a certeza de serem genuínas havia sempre qualquer coisa, isto ou aquilo, que não parecia estar como devia ser. Por fim, regressou a casa, muito abatido, porque queria uma princesa verdadeira.
Uma noite houve uma terrível tempestade; os trovões ribombavam, os raios rasgavam o céu e a chuva caía em torrentes — era apavorante. No meio disso tudo, alguém bateu à porta e o velho rei foi abrir.

Recorte em papel feito porHans Christian Andersen Fonte:Museus da Cidade de Odense
Deparou com uma princesa. Mas, meu Deus!, o estado em que ela estava! A água escorria-lhe pelos cabelos e pela roupa e saía pelas biqueiras e pela parte de trás dos sapatos. No entanto, ela afirmou que era uma princesa de verdade.
— Bem, já vamos ver isso — pensou a velha rainha. Não disse uma palavra, mas foi ao quarto de hóspedes, desmanchou a cama toda e pôs uma pequena ervilha no colchão. Depois empilhou mais vinte colchões e vinte cobertores por cima. A princesa iria dormir nessa cama.
De manhã, perguntaram-lhe se tinha dormido bem.
— Oh, pessimamente! Não preguei olho em toda a noite! Só Deus sabe o que havia na cama, mas senti uma coisa dura que me encheu de nódoas negras. Foi horrível.
Então ficaram com a certeza de terem encontrado uma princesa verdadeira, pois ela tinha sentido a ervilha através de vinte edredões e vinte colchões. Só uma princesa verdadeira podia ser tão sensível.
Então o príncipe casou com ela; não precisava de procurar mais. A ervilha foi para o museu; podem ir lá vê-la, se é que ninguém a tirou.
Aqui têm uma bela história!
Hans Christian Andersen

O Rouxinol


O Rouxinol
Sabem com certeza que na China o imperador é chinês e que todas as outras pessoas são chinesas também. Esta história aconteceu há muitos anos, mas é precisamente por isso que devem ouvi-la agora, antes que seja esquecida.
O palácio do imperador era o melhor do Mundo, todo ele construído da mais rara porcelana — não tinha preço, mas era tão frágil e delicado que era preciso tomar todo o cuidado quando se andava lá dentro. O jardim do palácio estava coberto de flores maravilhosas, nunca vistas em outro lado; as mais bonitas de todas tinham sininhos de prata, que tocavam para se saber sempre que passava alguém.
Sim, tudo no jardim do imperador tinha sido muito bem planeado, e ele estendia-se até tão longe que nem o jardineiro fazia a menor ideia onde acabava. Se se fosse sempre andando chegava-se a uma bela floresta com árvores muito altas e lagos muito fundos. A floresta ia até ao mar, que era azul e também muito fundo; grandes navios podiam navegar mesmo por baixo dos ramos das árvores. Nesses ramos vivia um rouxinol que cantava tão bem que até o pobre pescador, com todas as suas dificuldades, parava de deitar as redes todas as noites para o ouvir.
— Ah, que maravilha! — dizia ele.
Mas depois tinha de continuar a trabalhar e esquecia-se da ave. Contudo, na noite seguinte, assim que o rouxinol tornava a cantar, o pescador erguia os olhos das redes e dizia mais uma vez:
— Ah, que maravilha!
Vinham viajantes de todos os países do Mundo para admirar a cidade, o palácio e os jardins do imperador. Mas, assim que ouviam o rouxinol, todos diziam:
— Isto é o melhor de tudo!
E, quando voltavam aos seus países, continuavam a falar da ave. Sábios escreveram livros sobre a cidade e o palácio, mas o rouxinol era elogiado mais do que todas as outras maravilhas, e poetas escreveram emocionantes poemas sobre a ave da floresta perto do mar.
Estes livros eram lidos em todo o mundo, e, um dia, alguns deles chegaram às mãos do imperador. Lá ficou ele, sentado na sua cadeira dourada, a ler sem parar; de vez em quando acenava com a cabeça. Estava contente com as esplêndidas descrições do seu reino. Então, chegou à frase: "Mas, apesar de todas estas maravilhas, nada se compara ao rouxinol."
— Que é isto?! — exclamou o imperador. — O rouxinol? Nunca ouvi falar dele. Imaginem! As coisas que aprendemos nos livros!
Então mandou chamar o camareiro.
— Vi aqui neste livro que temos uma ave admirável chamada rouxinol — disse o imperador. — Parece que é a melhor coisa do meu vasto império. Por que é que ninguém me falou dele?
— Bem — respondeu o camareiro —, nunca ouvi ninguém falar nessa criatura. De certeza que nunca foi apresentada na corte.
— Quero que venha aqui esta noite cantar para mim — disse o imperador. — É uma vergonha que toda a gente saiba o que possuo e eu não!
— Nunca ouvi falar nele — repetiu o camareiro —, mas vou procurá-lo e hei-de encontrá-lo!
Sim, mas onde? O camareiro subiu e desceu todas as escadas, andou por todos os salões e corredores, mas, de todas as pessoas que encontrou, nenhuma tinha ouvido falar do rouxinol. Voltou apressado à presença do imperador e disse-lhe que aquilo devia ser uma história inventada pelos escritores.
— Vossa Majestade Imperial não deve acreditar em tudo o que aparece escrito. As coisas que os autores inventam! É mesmo magia negra!
— Mas o livro onde eu soube da ave — afirmou o imperador — foi-me enviado pelo poderoso imperador do Japão, portanto não pode ser mentira! Quero ouvir o rouxinol! Quero ouvi-lo esta noite.
— Tsing-pe! — respondeu o camareiro.
E lá foi ele outra vez escada abaixo e escada acima, por todos os salões e corredores; metade da corte andava a correr atrás dele. Por fim, encontraram uma pobre rapariguinha na cozinha.
— O rouxinol? — perguntou ela. — Meu Deus! Claro que sei! Que bem que ele canta! A maior parte das noites deixam-me levar para casa alguns restos de comida para a minha mãe, que está doente. Vivemos perto do lago, do outro lado da floresta. E quando volto para o palácio, cansada, sento-me um bocadinho e fico a ouvi-lo cantar.
— Rapariguinha! — exclamou o camareiro —, ofereço-te um lugar permanente na cozinha e dou-te licença para veres o imperador a jantar se nos levares até ao rouxinol. A sua presença é exigida esta noite na corte.
Então, partiram em direcção à floresta onde o rouxinol costumava cantar; mais de metade da corte foi com eles. Enquanto iam andando, uma vaca mugiu.
— Oh! — exclamou um pajem. — Já estou a ouvi-lo! Para um animalzinho tão pequeno faz um barulho extraordinário. Mas, sabem, tenho a certeza de já o ter ouvido.
— Não, não, aquilo é uma vaca a mugir! — exclamou a rapariguinha. — Ainda temos de andar muito.
As rãs começaram a coaxar num charco.
— Maravilhoso! — exclamou o capelão do imperador. — Já estou a ouvir a canção! Parecem mesmo sininhos de igreja!
— Não, não, isso são rãs — disse a rapariguinha da cozinha. — Mas devemos estar quase a ouvi-lo.
Então, o rouxinol começou a cantar.
— Lá está ele! — disse a rapariguinha. — Oiçam! Olhem! Está ali! — e apontou para um passarinho cinzento por entre os ramos.
— Será possível? — exclamou o camareiro. — Nunca pensei que fosse assim. Parece tão vulgar! Tão simples! Talvez tenha perdido a cor quando viu todas estas visitas importantes.
— Rouxinolzinho! — chamou a rapariguinha. — O nosso gracioso imperador gostaria muito que cantasses para ele.
— Com o maior prazer — disse o rouxinol, continuando a cantar tão bem que era um encanto ouvi-lo.
— Parecem mesmo sinos de vidro — disse o camareiro. — Não percebo como é que nunca o tínhamos ouvido. Vai ser um êxito na corte!
— Querem que torne a cantar para o imperador? — perguntou o rouxinol, que pensava que uma das visitas era o imperador.
— Excelentíssimo rouxinol — disse o camareiro —, tenho a honra e o prazer de o convidar para um concerto no palácio esta noite, onde encantará Sua Majestade Imperial com as suas lindas cantigas.
— Soam melhor na floresta — afirmou o rouxinol.
Apesar disso, foi com eles de boa vontade quando ouviu dizer que era desejo do imperador.
Entretanto, que limpezas iam pelo palácio! As paredes e o soalho de porcelana brilhavam, lustrosos, à luz de milhares de luzes douradas. Mesmo no meio do grande salão, junto do trono do imperador, estava um poleiro dourado para o rouxinol. Toda a corte estava presente, e a pequena criadinha da cozinha teve autorização para ficar atrás da porta, porque já tinha o título oficial de Verdadeira Criada de Cozinha. Todos os olhos estavam postos no passarinho cinzento quando o imperador lhe fez sinal que começasse.

Recorte em papel feito porHans Christian Andersen Fonte: Museus da Cidade de Odense
Então, o rouxinol cantou tão bem que o imperador ficou com os olhos cheios de lágrimas, que lhe escorreram pelas faces; e o rouxinol continuou a cantar ainda melhor, de modo que cada nota foi direitinha ao coração do imperador. Este ficou muito satisfeito; o rouxinol, declarou ele, iria receber o seu sapato dourado para usar ao pescoço. Mas este agradeceu e recusou, porque já se sentia recompensado.
— Vi lágrimas nos olhos do imperador. Pode lá haver alguma dádiva maior do que essa? As lágrimas de um imperador têm um poder estranho. Já fui suficientemente recompensado.
E cantou mais uma canção com a sua voz maviosa.
— Muito espirituoso, muito divertido; a criatura é namoradeira — diziam as damas da corte, enchendo as bocas de água para fazerem um ruído de gargarejo.
Por que é que não haviam de ser também rouxinóis? Até os lacaios e as criadas de quarto acenavam, com ar de aprovação, o que significa muito, porque estes são sempre os mais difíceis de contentar. Não havia dúvida: o rouxinol era um êxito.
Ficaria na corte e teria uma gaiola só para si, com autorização para ir apanhar ar duas vezes durante o dia e uma vez à noite. Seria acompanhado, em cada excursão, por doze criados, cada um a segurar firmemente uma fita de seda atada a uma patinha da ave. Não, essas saídas não eram muito divertidas.
Um dia, chegou um grande embrulho para o imperador. Trazia uma palavra escrita por fora: ROUXINOL.
— Olha! Outro livro sobre a nossa famosa ave! — exclamou o imperador.
Mas não era um livro; era um pequeno brinquedo mecânico dentro de una caixa, um rouxinol de corda. Tinha o feitio de um verdadeiro, mas estava coberto de diamantes, rubis e safiras. Quando se lhe dava corda, cantava uma das canções que o verdadeiro passarinho costumava cantar, e a sua cauda andava para baixo e para cima, brilhando em prata e ouro. A volta do pescoço trazia uma fita, onde estava escrito: "O rouxinol do imperador do Japão nada vale comparado com o rouxinol do imperador da China."
— Que maravilha! — disseram todos.
E o mensageiro que tinha trazido o presente recebeu o título de Principal Portador Imperial de Rouxinóis.
— Agora têm de cantar juntos. Que dueto que vai ser!
Então os dois passarinhos tiveram de cantar juntos, mas não foi um êxito. O problema era que o verdadeiro rouxinol cantava à sua maneira e a canção do outro saía de uma máquina.
— Isto não é vergonha nenhuma — afirmou o Mestre da Música Imperial. — Está perfeitamente afinado: na realidade, ele até podia ser um dos meus alunos.
Então, o pássaro de corda foi posto a cantar sozinho. Agradou quase tanto à corte como o verdadeiro, e evidentemente que era muito mais bonito à vista, todo brilhante, como uma pulseira ou um alfinete de peito. Cantou a mesma canção trinta e três vezes sem se cansar. Os cortesãos não se importariam de a ouvir mais umas vezes, mas o imperador achou que era a vez do verdadeiro.
Mas onde estava o rouxinol? Tinha voado pela janela, para a sua floresta verdejante, sem ninguém dar por isso.
— Tch, tch, tch! — fez o imperador, aborrecido. — Que significa isto?
E os cortesãos resmungavam e franziam as testas.
— Mas temos aqui o melhor! — disseram.
E o rouxinol de corda teve de cantar outra vez.
Era a trigésima quarta vez que o ouviam, mas ainda não sabiam bem a canção. Era difícil de aprender. E o Mestre da Música Imperial teceu à ave os mais altos elogios: era superior ao rouxinol vivo, não apenas na aparência exterior, mas também no que tinha lá dentro.
— Sabem, senhores e senhoras e, acima de todos, Vossa Majestade Imperial, com o verdadeiro rouxinol nunca se sabe o que vai acontecer, mas com a ave de corda tem-se a certeza; é tudo fácil: podemos abri-la e ver como pensa, como cada nota segue a outra com precisão!
— Era isso mesmo o que eu estava a pensar — ouviu-se aqui e ali.
E, na segunda-feira seguinte, o Mestre da Música Imperial foi autorizado a mostrar publicamente o pássaro ao povo. Também ele devia ouvi-lo cantar, tinha declarado o imperador. E assim foi. E ficaram todos tão entusiasmados como se estivessem tontos de beberem muito chá, um antigo costume chinês. Disseram todos:
— Ah!
E levantaram os indicadores e acenaram com as cabeças.
Mas o pobre pescador, que tinha ouvido o verdadeiro rouxinol, afirmou:
— Lá bonito é... e até parece o rouxinol... Mas parece que falta qualquer coisa, não sei bem...
O verdadeiro rouxinol foi banido do reino do imperador.
O pássaro artificial recebeu um lugar especial numa almofada de seda junto da cama do imperador; empilhados à volta estavam todos os presentes que lhe tinham dado, todo o ouro e jóias. Foi distinguido com o título de Principal Trovador Imperial da Mesa-de-Cabeceira, Primeira Classe à Esquerda, porque até os imperadores têm o coração do lado esquerdo. O Mestre da Música Imperial escreveu um solene trabalho em vinte e cinco volumes sobre o pássaro mecânico. Era muito extenso e erudito, cheio das mais difíceis palavras chinesas. Mas toda a gente fingiu que o tinha lido e compreendido. Ninguém queria passar por estúpido!
Tudo isto continuou durante um ano, até que o imperador, a corte e o resto do povo chinês sabiam de cor cada notazinha da canção do passarinho de corda; mas, por isso mesmo, cada vez gostavam mais dela. Podiam cantá-la em coro — e faziam-no.
Os rapazitos da rua andavam por todo o lado a cantar: rrr, trrr, piu, piu, piu, e o imperador também cantava — um som maravilhoso, não havia dúvida.
Mas, uma noite, precisamente quando o pássaro de corda estava a cantar e o imperador, deitado na cama, o ouvia, qualquer coisa fez "crac!" dentro do pássaro. Brrrr! O mecanismo continuou a rodar, e a música parou. O imperador saltou da cama e mandou chamar o seu médico. Mas de que servia o médico? Então foram buscar o relojoeiro, e este, depois de muitas resmungadelas e mexidelas no pássaro, conseguiu arranjá-lo mais ou menos. Mas preveniu toda a gente de que tinha de ser usado muito poucas vezes; as peças estavam quase gastas por completo e não era possível substituí-las sem estragar o som.
Que golpe horrível! Não se atreviam a pôr o pássaro a cantar mais do que uma vez por ano, e mesmo isso já era um risco. Contudo, nessas ocasiões anuais, o Mestre da Música Imperial fazia sempre um discurso cheio de palavras difíceis, dizendo que o pássaro estava tão bom como sempre — e, claro, uma vez que ele dizia que sim, era porque ele estava tão bom como sempre...
Passaram cinco anos, e uma grande tristeza abateu-se sobre o país. O povo era muito amigo do imperador, mas ele estava gravemente doente e não se esperava que sobrevivesse. Já tinha sido escolhido novo imperador, e a multidão esperava nas ruas que o camareiro lhe desse notícias. Como estava o imperador? O camareiro abanava a cabeça.
Frio e pálido, o imperador jazia no seu leito real. Na verdade, a corte achava que já tinha morrido e foi a correr saudar o seu sucessor. Os criados de quarto foram a correr coscuvilhar uns com os outros e as criadas juntaram-se todas para beberem café,. Tinham sido estendidos panos pretos em todos os salões e corredores para amortecer o som dos passos, de maneira que o palácio parecia muito, muito sossegado.
Mas o imperador ainda não tinha morrido. Pálido e imóvel, jazia na sua magnífica cama com longos cortinados de veludo e pesados cordões dourados. Através de uma janela aberta lá no alto, a Lua brilhava sobre o imperador e o pássaro artificial.
O pobre imperador mal podia respirar; sentia como se tivesse qualquer coisa a pesar-lhe sobre o coração. Abriu os olhos e viu a Morte sentada sobre ele. A Morte tinha a coroa de ouro do imperador na cabeça, numa das mãos segurava a espada imperial de ouro e na outra a esplêndida bandeira imperial. E, por entre os cortinados de veludo, espreitavam estranhos rostos: alguns horríveis e outros belos e bondosos. Eram as boas e as más acções do imperador, que olhavam para ele, enquanto a Morte se sentava sobre o seu coração.
— Lembras-te?... Lembras-te?... — diziam os rostos baixinho, um a seguir ao outro.
E contaram e lembraram tantas coisas que a testa do imperador acabou por ficar coberta de suor.
— Nunca soube... nunca percebi... — gritou ele. — Música, música! Toquem o grande tambor da China! Salvem-me destas vozes!
Mas as vozes não se calavam. Continuavam sempre, enquanto a Morte acenava com a cabeça, como um mandarim, a tudo o que diziam.
— Música! Dêem-me música! — pedia o imperador. — Belo passarinho dourado, canta, peço-te que cantes! Dei-te ouro e coisas preciosas; pendurei o meu sapato dourado ao teu pescoço com as minhas próprias mãos. Canta, peço-te, canta!
Mas o pássaro estava silencioso; não havia ninguém para lhe dar corda, e sem corda não tinha voz. E a Morte continuava a olhar fixamente para o imperador com as grandes órbitas vazias. Tudo estava calado, terrivelmente calado.
Então de repente, perto da janela, soou a mais bela canção. Era o verdadeiro rouxinol, que se tinha empoleirado num ramo lá fora. Sabendo do mal do imperador, o passarinho tinha voltado para o confortar e trazer-lhe esperança.
À medida que cantava, as firmas fantasmagóricas foram desaparecendo, até se desvanecerem. O sangue começou a correr mais depressa pelo corpo do imperador. A própria Morte ficou presa à canção.
— Canta mais, canta mais, pequeno rouxinol! — pediu a Morte.
— Canto, se me deres a grande espada de ouro... sim, e a bandeira imperial... e a coroa do imperador...
E a Morte devolveu cada um dos tesouros em troca de uma canção e o rouxinol continuou a cantar. Cantou sobre o calmo adro da igreja onde cresciam as rosas brancas, onde as flores do sabugueiro cheiravam tão bem, onde a erva fresca está sempre verde por causa das lágrimas dos que ali choram os seus mortos. Então, a Morte encheu-se de saudades do seu jardim e saiu pela janela, flutuando como um nevoeiro gelado.
— Obrigado, obrigado! — disse o imperador. — Passarinho celestial, sei quem és! Eu bani-te do meu reino e, no entanto, só tu vieste ajudar-me, e afastaste os horríveis fantasmas da minha cama e libertaste o meu coração da Morte. Como hei-de recompensar-te?
— Já me recompensaste — respondeu o rouxinol. — Quando cantei para ti da primeira vez caíram-te lágrimas dos olhos e essa dádiva não posso esquecer. Essas são as jóias que não se compram nem se vendem. Mas agora tens de dormir para ficares bom e forte. Olha, vou cantar para ti.
E cantou e o imperador caiu num sono calmo e reparador.
O Sol brilhava sobre ele através da janela quando acordou, restaurado, desaparecidas a fraqueza e a doença. Nenhum dos criados tinha lá entrado ainda, porque todos pensavam que ele estava morto.
— Tens de ficar sempre comigo — disse o imperador. — Mas só cantas quando quiseres. E, quanto ao pássaro de corda, vou parti-lo em mil bocados.
— Não faças isso — respondeu o rouxinol. — Fez o que pôde por ti. Guarda-o. Eu não posso morar num palácio, mas deixa-me ir e vir à minha vontade, e à noite empoleiro-me neste ramo, junto da tua janela, e canto para ti. Hei-de trazer-te felicidade, mas também pensamentos sérios. Hei-de cantar sobre as pessoas felizes do teu reino, mas também sobre os que se sentem tristes. Cantarei sobre o bem e o mal, que têm estado sempre à nossa volta, mas que têm sempre escondido de ti. Os passarinhos voam em todas as direcções, até ao pescador, à casinha do trabalhador, até junto de tantos que estão longe de ti e da tua corte magnífica. Amo o teu coração mais do que a tua coroa, apesar de a coroa ter algo de mágico. Sim, hei-de voltar, mas tens de me prometer uma coisa.
— O que quiseres! — exclamou o imperador.
Tinha-se levantado e vestido as suas roupas imperiais e segurava a espada dourada junto do coração.
— A única coisa que te peço é isto: não digas a ninguém que tens um amigo passarinho que te conta tudo. É melhor guardar segredo.
E, com estas palavras, o rouxinol voou para longe. Os criados vieram ver o amo morto, mas ficaram ali especados!
— Bom dia! — disse o imperador.
Hans Christian Andersen

Soldado de chumbo e a bailarina.

O soldadinho de chumbo
Eram 25 soldadinhos com a espada no ombro, o rosto voltado para frente e o uniforme vermelho e azul. Eles ouviram a exclamação do menino ao abrir a caixa:_ “Soldadinhos de Chumbo”, gritava, batendo palmas, ele ganhara de presente de aniversário.Colocou-os de pé na mesa. Todos iguais, mas um deles tinha uma perna só, porque fora fundido por último e acabou o chumbo. Mas ele ficava bem de pé numa perna só como os outros.Na mesa tinham muitos outros brinquedos, mas o que mais se via era um maravilhoso castelo de papel com pequenas árvores que rodeavam um espelho que imitava um lago onde dançavam cisnes de massa. O que mais encantava era uma linda bailarina de papelão, com a saia de gaze, nos ombros uma fita azul como xale e uma lantejoula do tamanho do seu rosto no centro do xale.Ela dançava e estendia os braços e levantava a perna tão alto que soldadinho achava que ela tinha uma perna só como ele.Pensou que ela seria a mulher perfeita para ele, mas achava-a aristocrata morando no castelo enquanto ele tinha apenas uma caixa de papelão. Mesmo assim queria relacionar-se com ela.À noite as pessoas foram para cama e os soldadinhos para a caixa.Os brinquedos se movimentavam, brincavam de visita, de guerra e de baile. Tudo se mexia menos a bailarina e os soldadinhos.Ele não tirava os olhos da moça. O relógio tocou meia-noite e de dentro de uma caixa por obra da magia saiu um pequeno duende preto que exigiu que o soldadinho não olhasse mais para a bailarina. Ele ignorou o pedido e o duende ameaçou-o, dizendo que amanhã alguma coisa aconteceria para o soldadinho.De manhã as crianças colocaram o soldadinho na janela e com o vento ele caiu de cabeça para baixo no calçamento. A criada e o menino foram procurá-lo, mas não o encontraram.Começou a chover muito forte. Quando a chuva parou dois meninos viram o soldadinho e colocaram-no num barquinho de papel. Ele foi navegando sarjeta abaixo e caiu num bueiro. O soldadinho achou que foi parar lá por causa do duende. Aí apareceu um grande rato pedindo passaporte. O soldadinho foi levado pela correnteza e no fim do bueiro tinha um enorme canal. O barco encheu de água, o soldadinho afundou e foi engolido por um peixe.O peixe foi pescado, vendido no mercado e foi para a cozinha da mesma casa que ele morava.Colocaram-no na sala e lá estava a bailarina. Ele olhou para ela e ela olhou para ele, mas não falaram nada.Uma das crianças pequenas jogou o soldadinho na lareira sem motivo nenhum, devia ser por arte do duende.O soldadinho sentia um calor enorme não sabia se era do fogo ou do amor que sentia.O vento empurrou a bailarina para dentro da lareira para junto do soldadinho.Ele se transformou numa bolinha de chumbo.No dia seguinte, a criada tirou as cinzas e encontrou a bolinha, que tinha o formato de um coraçãozinho de chumbo. Da bailarina ficou a lantejoula queimada, preta como carvão.

Hans Christian Andersen

terça-feira, 19 de maio de 2009

Pegadas na areia


Uma noite eu tive um sonho... Sonhei que estava andando na praia com o Senhor, e através do céu, passavam cenas da minha vida. Para cada cena que se passava, percebi que eram deixados dois pares de pegadas na areia, um era meu e outro era do Senhor.
Quando a ultima cena da minha vida passou diante de nós, olhei para traz, para as pegadas na areia, e notei que muitas vezes no caminho da vida havia apenas um par de pegadas na areia.
Notei também que isto aconteceu nos momentos mais difíceis e angustiosos do meu viver. Isso aborreceu-me, então perguntei ao Senhor:
-- Senhor, Tu me disseste que uma vez que resolvi te seguir, Tu andarias sempre comigo, em todo o meu caminho, mas notei que durante as maiores tribulações do meu viver, havia apenas um par de pegadas na areia. Não compreendo porque nas horas em que necessitava de Ti, tu me deixastes...
O Senhor respondeu:
-- Meu precioso filho, Eu Te Amo e jamais te deixaria nas horas de tua prova e de teu sofrimento. Quando vistes na areia apenas um par de pegadas, foi exatamente aí, que Eu te carreguei nos braços.

Parábola da felicidade

Após uma caminhada exaustiva pelo campo, os quatro amigos sentaram à beira do caminho, embaixo da sombra da velha maqueira.
Era ela a única árvore numa plantação de melancias.
Era como se representasse, com dignidade a espécie das árvores, num planeta onde alguns humanos não importam em destruí-las em nome de um progresso duvidoso.
Aquele era o local preferido dos rapazes - jacas e melancias à vontade ! Aquele dia era especial... terminaram o curso e, provavelmente, seria a última vez que caminhariam juntos.
Embora nem admitissem, estavam conscientes do momento e não perceberam o estranho brilho pairando sobre a copa da jaqueira.
Não fiquem tristes, nós nos veremos novamente...
Os amigos se entreolharam, espantados.
Quem disse isso ? perguntou Eduardo, intrigado.
A voz era suave e nem parecida com nenhum deles.
-- Ouvi! confirmou Pedro.
-- Parece que veio lá de cima.
-- Também escutei! disse Silas.
-- Estranho! comentou Antônio. Acho que pegamos sol demais pelo caminho.
-- Ei! exclamou Silas. Vocês estão notando uma luz estranha no alto da árvore ?
Todos olharam para cima.
-- É verdade. Vai ver é um disco voador!
Escutaram a voz novamente :
-- Não é brincadeira! Eu posso atender um pedido de cada um de vocês para que sejam felizes...
O susto foi grande. Uma árvore falante! Árvores não falam! Ou falam ?
O conhecimento científico, impõe-se de maneira preponderante, de tal forma que acabamos por crer apenas no que conseguimos pesar, medir, reduzir, ao mesmo tempo que passamos a recusar tudo o que não se enquadre nesses experimentos científicos.
-- Vo... você é um tipo de árvore da felicidade ? perguntou Antônio.
-- Não importa agora. Façam logo seus pedidos...
-- Quero ser o homem mais rico do mundo! falou Antônio, superando os instantes de incredulidade.
Ninguém consegue ser feliz sem dinheiro. Silas pediu :
-- Quero ser o homem mais amado do mundo, já que dinheiro não traz felicidade.
Eduardo falou :
-- Eu quero ser muito inteligente! E também jovem! Mocidade e inteligência são, sem dúvida, as maiores felicidades.
Pedro pediu :
-- Eu quero ser o homem mais famoso, com glória.
E todos riram.
Rapidamente a copa da jaqueira mudou de cor, soltou estranho zunido e, por fim, subiu velozmente para o céu, deixando um rastro luminoso e os quatro amigos boquiabertos.
O tempo passou...
Cada um seguiu seu caminho.
Conforme pediram, seus desejos foram realizados, embora não tivessem conseguido a tão ansiada felicidade...
Antônio tornou-se o homem mais rico, graças a uma estranha sorte no mundo dos negócios.
Acumulara fortuna, mas a riqueza só lhe trouxe problemas.
Nunca tinha certeza se as pessoas que conviviam ao seu redor estavam interessadas nele ou na sua fortuna, e por isso ia se tornando taciturno, entediado, egoísta, isolando-se de todos.
Só saía protegido por guarda-costas, por medo de seqüestros.
Silas, por sua vez, era muito amado.
Ainda que fizesse as piores maldades, seus fanáticos admiradores sorriam para ele e lhe adoravam. Mas sentia-se muito só.
Não fazia diferença como tratava as pessoas : o resultado era o mesmo.
Tinha muitas mulheres, mas não amava nenhuma.
O amor das pessoas, sem que fizesse nada para conquistá-lo, tornou-o cruel e perverso.
Sentia prazer em maltratar as pessoas. Eduardo permanecia jovem e inteligente.
Era requisitado para palestras pelo mundo todo. Governantes solicitavam sua sabedoria.
Mas era infeliz e solitário. Era alvo constante da inveja das pessoas.
Coisas simples como sair à rua ou ter amigos, era impossível agora.
Vivia recluso, por evitar os jornalistas e a milhares de convites para apresentações em público.
Antônio, Silas e Pedro viam a morte como libertadora de tanta infelicidade e frustração.
Para Eduardo, sempre jovem, pensava ele mesmo dar fim a sua vida infeliz. 1990... 1996... 2000... 2003... 2008...Embora nunca mais tivessem se encontrado depois daquele dia, os quatro mantinham o hábito de olhar o céu em noites estreladas, à procura de um estranho brilho esverdeado.
Um dia, os quatro largaram tudo e fugiram. Viram-se novamente no local da velha jaqueira.
-- Fomos enganados. Mas o que podemos fazer agora ? E choraram, abraçados um ao outro.
-- Foram vocês que escolheram assim!
-- A voz! Maldita! Maldita! Você nos enganou com sua conversa de felicidade! esbravejou Pedro.
-- Vocês se enganaram. Todos sempre se enganam, quando acham que para ser feliz é preciso alguma condição como dinheiro, inteligência, mocidade, amor ou glória...
-- Pelo amor de Deus! Filosofia barata não! Já estou farto de conselhos! falou Antônio.
Você prometeu felicidade, mas hoje, olhe para nós : somos os homens mais infelizes do mundo!
-- Vocês quiseram ser felizes. Fizeram seus pedidos e foram atendidos.
Mas esqueceram que a FELICIDADE NÃO PODE SER POSSUÍDA...
TEM QUE SER CONQUISTADA, ASSIM COMO O AMOR E A LIBERDADE.
Cada pessoa sobre a Terra é um ser único e imprevisível. Não existem fórmulas ou soluções que sirvam para todos.
Cada um precisa escolher o seu próprio caminho e o seu jeito de caminhar!
Vocês terão uma nova oportunidade...
-- E como será essa nova oportunidade ? perguntou Pedro.
Mas não ouviram resposta. De novo o rastro prateado confundiu-se com o brilho das estrelas.
-- Já é noite! surpreendeu-se Silas. Mas como ? Será que cochilamos os quatro ao mesmo tempo ?
Eram novamente jovens, ainda cansados pela caminhada, a última que faziam como internos do colégio.
-- Engraçado... aconteceu alguma coisa que não consigo me lembrar...disse Antônio.
Os quatro levantaram-se e já iam pôr-se a caminho, quando Antônio percebeu um pedaço de papel esverdeado pregado na jaqueira.
-- Um bilhete! E é para nós! verificou Silas. Ninguém sabia quem tinha deixado aquilo.
Estava escrito...
Ninguém precisa de riqueza, poder, fama, mocidade, inteligência, ou qualquer outra coisa para ser feliz.
A felicidade não pode ser comprada.
Ela é fruto de nosso compromisso com a paz, a justiça, a alegria, o equilíbrio entre os seres do planeta, pois não é só a nossa felicidade que importa, mas a dos que virão depois de nós e de nossos filhos.
Ser feliz é isso : aproveitar intensamente este presente cotidiano A
VIDA - vivê-la plenamente e permitir que os outros também façam o mesmo.
Afinal, vivemos um dia de cada vez e quem deixa seu tempo presente preocupado com o que ainda não aconteceu ou angustiado pelo que já passou, perde a oportunidade de ser feliz AQUI E AGORA e, um dia, sem que se saiba quando, será tarde para voltar atrás.
Colaboração: Renato Antunes Oliveira

A árvore e o menino


Do original de Shel Silvertein, Adaptado por Fernando Sabino Era uma vez uma Árvore que amava um Menino.

E todos os dias, o Menino vinha e juntava suas folhas.
E com elas fazia coroas de rei.
E com a Árvore, brincava de rei da floresta.

Subia em seu grosso tronco, balançava-se em seus galhos!

Comia seus frutos.
E quando ficava cansado, o Menino repousava à sua sombra
fresquinha.

O Menino amava a Árvore profundamente.
E a Árvore era feliz!

Mas o tempo passou e o Menino cresceu!
Um dia, o Menino veio e a Árvore disse:
"Menino, venha subir no meu tronco, balançar-se nos meus
galhos, repousar à minha sombra e ser feliz!"

"Estou grande demais para brincar", o Menino
respondeu. "Quero comprar muitas coisas. Você tem algum
dinheiro que possa me oferecer?"

"Sinto muito", disse a Árvore, "eu não tenho dinheiro.
Mas leve os frutos, Menino. Vá vendê-los na cidade,
então terá o dinheiro e você será feliz!"

E assim o Menino subiu pelo tronco, colheu os frutos e
levou-os embora.

E a Árvore ficou feliz!

Mas o Menino sumiu por muito tempo...
E a Árvore ficou tristonha outra vez.

Um dia, o Menino veio e a Árvore estremeceu tamanha a
sua alegria, e disse: "Venha, Menino, venha subir no meu
tronco, balançar-se nos meus galhos e ser feliz".

"Estou muito ocupado pra subir em Árvores", disse o
menino.
"Eu quero uma esposa, eu quero ter filhos, pra isso é
preciso que eu tenha uma casa. Você tem uma casa pra me
oferecer?"

"Eu não tenho casa", a Árvore disse. "Mas corte meus
galhos, faça a sua casa e seja feliz."

O Menino depressa cortou os galhos da Árvore e levou-os
embora pra fazer uma casa.

E a Árvore ficou feliz!

O Menino ficou longe por um longo, longo tempo, e no
dia que voltou, a Árvore ficou alegre, de uma alegria
tamanha que mal podia falar.
"Venha, venha, meu Menino", sussurrou, "Venha brincar!"

"Estou velho para brincar", disse o Menino, "e estou
também muito triste."
"Eu quero um barco ligeiro que me leve pra bem longe.
Você tem algum barquinho que possa me oferecer?"

"Corte meu tronco e faça seu barco", a Árvore disse.
"Viaje pra longe e seja feliz!"

O Menino cortou o tronco, fez um barco e viajou.

E a Árvore ficou feliz, mas não muito!

Muito tempo depois, o Menino voltou.

"Desculpe, Menino", a Árvore disse, "não tenho mais
nada pra te oferecer. Os frutos já se foram."

"Meus dentes são fracos demais pra frutos", falou o
Menino.

"Já se foram os galhos para você balançar", a Árvore
disse.

"Já não tenho idade pra me balançar", falou o menino.

"Não tenho mais tronco pra você subir", a Árvore disse.
"Estou muito cansado e já não sei subir", falou o Menino.

"Eu bem que gostaria de ter qualquer coisa pra lhe
oferecer", suspirou a Árvore. "Mas nada me resta e eu
sou apenas um toco sem graça. Desculpe..."

Já não quero muita coisa", disse o Menino, "só um lugar
sossegado onde possa me sentar, pois estou muito
cansado."

"Pois bem", respondeu a Árvore, enchendo-se de alegria."
"Eu sou apenas um toco, mas um toco é muito útil pra
sentar e descansar."
"Venha, Menino, depressa, sente-se em mim e descanse."

Foi o que o Menino fez. E a Árvore ficou feliz!

A AMIZADE É UM SENTIMENTO QUE SE LEVA PARA SEMPRE...

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Salmos 22 -Alegria


SALMO 22 1 Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? por que estás
afastado de me auxiliar, e das palavras do meu bramido?
2 Deus meu, eu clamo de dia, porém tu não me ouves; também de noite,
mas não acho sossego.
3 Contudo tu és santo, entronizado sobre os louvores de Israel.
4 Em ti confiaram nossos pais; confiaram, e tu os livraste.
5 A ti clamaram, e foram salvos; em ti confiaram, e não foram
confundidos.
6 Mas eu sou verme, e não homem; opróbrio dos homens e desprezado do
povo.
7 Todos os que me vêem zombam de mim, arreganham os beiços e meneiam
a cabeça, dizendo:
8 Confiou no Senhor; que ele o livre; que ele o salve, pois que nele
tem prazer.
9 Mas tu és o que me tiraste da madre; o que me preservaste, estando
eu ainda aos seios de minha mãe.
10 Nos teus braços fui lançado desde a madre; tu és o meu Deus
desde o ventre de minha mãe.
11 Não te alongues de mim, pois a angústia está perto, e não há
quem acuda.
12 Muitos touros me cercam; fortes touros de Basã me rodeiam.
13 Abrem contra mim sua boca, como um leão que despedaça e que ruge.
14 Como água me derramei, e todos os meus ossos se desconjuntaram;
o meu coração é como cera, derreteu-se no meio das minhas
entranhas.
15 A minha força secou-se como um caco e a língua se me pega ao
paladar; tu me puseste no pó da morte.
16 Pois cães me rodeiam; um ajuntamento de malfeitores me cerca;
transpassaram-me as mãos e os pés.
17 Posso contar todos os meus ossos. Eles me olham e ficam a
mirar-me.
18 Repartem entre si as minhas vestes, e sobre a minha túnica
lançam sortes.
19 Mas tu, Senhor, não te alongues de mim; força minha, apressa-te em
socorrer-me.
20 Livra-me da espada, e a minha vida do poder do cão.
21 Salva-me da boca do leão, sim, livra-me dos chifres do boi
selvagem.
22 Então anunciarei o teu nome aos meus irmãos; louvar-te-ei no
meio da congregação.
23 Vós, que temeis ao Senhor, louvai-o; todos vós, filhos de Jacó,
glorificai-o; temei-o todos vós, descendência de Israel.
24 Porque não desprezou nem abominou a aflição do aflito, nem dele
escondeu o seu rosto; antes, quando ele clamou, o ouviu.
25 De ti vem o meu louvor na grande congregação; pagarei os meus
votos perante os que o temem.
26 Os mansos comerão e se fartarão; louvarão ao Senhor os que o
buscam. Que o vosso coração viva eternamente!
27 Todos os limites da terra se lembrarão e se converterão ao Senhor,
e diante dele adorarão todas as famílias das nações.
28 Porque o domínio é do Senhor, e ele reina sobre as nações.
29 Todos os grandes da terra comerão e adorarão, e todos os que
descem ao pó se prostrarão perante ele, os que não podem reter a
sua vida.
30 A posteridade o servirá; falar-se-á do Senhor à geração vindoura.
31 Chegarão e anunciarão a justiça dele; a um povo que há de nascer
contarão o que ele fez

Salmo 7 -Adversidades


SALMO 7 1 Senhor, Deus meu, confio, salva-me de todo o que me persegue, e
livra-me;
2 para que ele não me arrebate, qual leão, despedaçando-me, sem
que haja quem acuda.
3 Senhor, Deus meu, se eu fiz isto, se há perversidade nas minhas
mãos,
4 se paguei com o mal àquele que tinha paz comigo, ou se despojei
o meu inimigo sem causa.
5 persiga-me o inimigo e alcance-me; calque aos pés a minha vida
no chão, e deite no pó a minha glória.
6 Ergue-te, Senhor, na tua ira; levanta-te contra o furor dos meus
inimigos; desperta-te, meu Deus, pois tens ordenado o juízo.
7 Reuna-se ao redor de ti a assembléia dos povos, e por cima dela
remonta-te ao alto.
8 O Senhor julga os povos; julga-me, Senhor, de acordo com a minha
justiça e conforme a integridade que há em mim.
9 Cesse a maldade dos ímpios, mas estabeleça-se o justo; pois tu,
ó justo Deus, provas o coração e os rins.
10 O meu escudo está em Deus, que salva os retos de coração.
11 Deus é um juiz justo, um Deus que sente indignação todos os dias.
12 Se o homem não se arrepender, Deus afiará a sua espada; armado e
teso está o seu arco;
13 já preparou armas mortíferas, fazendo suas setas inflamadas.
14 Eis que o mau está com dores de perversidade; concedeu a malvadez,
e dará à luz a falsidade.
15 Abre uma cova, aprofundando-a, e cai na cova que fez.
16 A sua malvadez recairá sobre a sua cabeça, e a sua violência
descerá sobre o seu crânio.
17 Eu louvarei ao Senhor segundo a sua justiça, e cantarei louvores
ao nome do Senhor, o Altíssimo.

Salmo 147 Abençoar o lar


SALMO 147 1 Louvai ao Senhor; porque é bom cantar louvores ao nosso Deus; pois
isso é agradável, e decoroso é o louvor.
2 O Senhor edifica Jerusalém, congrega os dispersos de Israel;
3 sara os quebrantados de coração, e cura-lhes as feridas;
4 conta o número das estrelas, chamando-as a todas pelos seus nomes.
5 Grande é o nosso Senhor, e de grande poder; não há limite ao seu
entendimento.
6 O Senhor eleva os humildes, e humilha os perversos até a terra.
7 Cantai ao Senhor em ação de graças; com a harpa cantai louvores ao
nosso Deus.
8 Ele é que cobre o céu de nuvens, que prepara a chuva para a terra,
e que faz produzir erva sobre os montes;
9 que dá aos animais o seu alimento, e aos filhos dos corvos
quando clamam.
10 Não se deleita na força do cavalo, nem se compraz nas pernas do
homem.
11 O Senhor se compraz nos que o temem, nos que esperam na sua
benignidade.
12 Louva, ó Jerusalém, ao Senhor; louva, ó Sião, ao teu Deus.
13 Porque ele fortalece as trancas das tuas portas; abençoa aos
teus filhos dentro de ti.
14 Ele é quem estabelece a paz nas tuas fronteiras; quem do mais fino
trigo te farta;
15 quem envia o seu mandamento pela terra; a sua palavra corre mui
velozmente.
16 Ele dá a neve como lã, esparge a geada como cinza,
17 e lança o seu gelo em pedaços; quem pode resistir ao seu frio?
18 Manda a sua palavra, e os derrete; faz soprar o vento, e correm as
águas;
19 ele revela a sua palavra a Jacó, os seus estatutos e as suas
ordenanças a Israel.
20 Não fez assim a nenhuma das outras nações; e, quanto às suas
ordenanças, elas não as conhecem. Louvai ao Senhor!

domingo, 17 de maio de 2009

Salmos 68



Salmo 68 - Para auxiliar na realização de trabalhos difíceis e obtenção de vitória sobre os adversários.
1 Levanta-se Deus! Sejam dispersos os seus inimigos; fujam de diante dele os que o odeiam!2 Como é impelida a fumaça, assim tu os impeles; como a cera se derrete diante do fogo, assim pereçam os ímpios diante de Deus.3 Mas alegrem-se os justos, e se regozijem na presença de Deus, e se encham de júbilo.4 Cantai a Deus, cantai louvores ao seu nome; louvai aquele que cavalga sobre as nuvens, pois o seu nome é Já; exultai diante dele.5 Pai de órfãos e juiz de viúvas é Deus na sua santa morada.6 Deus faz que o solitário viva em família; liberta os presos e os faz prosperar; mas os rebeldes habitam em terra árida.7 ó Deus! quando saías à frente do teu povo, quando caminhavas pelo deserto,8 a terra se abalava e os céus gotejavam perante a face de Deus; o próprio Sinai tremeu na presença de Deus, do Deus de Israel.9 Tu, ó Deus, mandaste copiosa chuva; restauraste a tua herança, quando estava cansada.10 Nela habitava o teu rebanho; da tua bondade, ó Deus, proveste o pobre.11 O Senhor proclama a palavra; grande é a companhia dos que anunciam as boas-novas.12 Reis de exércitos fogem, sim, fogem; as mulheres em casa repartem os despojos.13 Deitados entre redis, sois como as asas da pomba cobertas de prata, com as suas penas de ouro amarelo.14 Quando o Todo-Poderoso ali dispersou os reis, caiu neve em Zalmom.15 Monte grandíssimo é o monte de Basã; monte de cimos numerosos é o monte de Basã!16 Por que estás, ó monte de cimos numerosos, olhando com inveja o monte que Deus desejou para sua habitação? Na verdade o Senhor habitará nele eternamente.17 Os carros de Deus são miríades, milhares de milhares. O Senhor está no meio deles, como em Sinai no santuário.18 Tu subiste ao alto, levando os teus cativos; recebeste dons dentre os homens, e até dentre os rebeldes, para que o Senhor Deus habitasse entre eles.19 Bendito seja o Senhor, que diariamente leva a nossa carga, o Deus que é a nossa salvação.20 Deus é para nós um Deus de libertação; a Jeová, o Senhor, pertence o livramento da morte.21 Mas Deus esmagará a cabeça de seus inimigos, o crânio cabeludo daquele que prossegue em suas culpas.22 Disse o Senhor: Eu os farei voltar de Basã; fá-los-ei voltar das profundezas do mar;23 para que mergulhes o teu pé em sangue, e para que a língua dos teus cães tenha dos inimigos o seu quinhão.24 Viu-se, ó Deus, a tua entrada, a entrada do meu Deus, meu Rei, no santuário.25 Iam na frente os cantores, atrás os tocadores de instrumentos, no meio as donzelas que tocavam adufes.26 Bendizei a Deus nas congregações, ao Senhor, vós que sois da fonte de Israel.27 Ali está Benjamim, o menor deles, na frente; os chefes de Judá com o seu ajuntamento; os chefes de Judá com o seu ajuntamento; os chefes de Zebulom e os chefes de Naftali.28 Ordena, ó Deus, a tua força; confirma, ó Deus, o que já fizeste por nós.29 Por amor do teu templo em Jerusalém, os reis te trarão presentes.30 Repreende as feras dos caniçais, a multidão dos touros, com os bezerros dos povos. Calca aos pés as suas peças de prata; dissipa os povos que se deleitam na guerra.31 Venham embaixadores do Egito; estenda a Etiópia ansiosamente as mãos para Deus.32 Reinos da terra, cantai a Deus, cantai louvores ao Senhor,33 àquele que vai montado sobre os céus dos céus, que são desde a antigüidade; eis que faz ouvir a sua voz, voz veemente.34 Atribuí a Deus força; sobre Israel está a sua excelência, e a sua força nos firmamento.35 ó Deus, tu és tremendo desde o teu santuário; o Deus de Israel, ele dá força e poder ao seu povo. Bendito seja Deus


"Diz um antigo provérbio: censuram quem se mantém calado; censuram quem fala muito; censuram quem fala pouco, neste mundo ninguém está livre de censuras.
Proverbio budista.
Pode parecer confuso mas é um alento. Olhe para o lado: estamos vivendo numa era em que pessoas matam em briga de trânsito, matam por um boné, matam para se divertir. Além disso, as pessoas estão sem dinheiro. Quem tem emprego, segura. Quem não tem, procura. Os que possuem um amor desconfiam até da própria sombra, já que há muita oferta de sexo no mercado. E a gente corre pra caramba, é escravo do relógio, não consegue mais ficar deitado numa rede, lendo um livro, ouvindo música. Há tanta coisa pra fazer que resta pouco tempo pra sentir.Por isso, qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, um gozo, um entusiasmo, mesmo que seja uma melancolia. Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora.Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Fazer é muito barulhento.Sentir é um retiro, fazer é uma festa. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado. Sentir e fazer, ambos são necessários, mas só o fazer rende grana, contatos, diplomas, convites, aquisições. Até parece que sentir não serve para subir na vida.Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra, doença contagiosa, um estacionamento proibido. Ok, tristeza não faz realmente bem pra saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada. Triste é não sentir nada.

Perspectiva


Quando você se encontrar frente à derrotas e frustrações, dê um tempo para analisar as coisas. Embora os problemas do momento possam parecer grandes demais, isso acontece apenas porque você está perto deles. Então, tome distância.Dê um passo atrás e olhe a situação como um todo. Sua vida vai mudar realmente se a encomenda que você espera estiver 2 horas atrasada? Como você vai enxergar esse problema daqui a um mês ou daqui a um ano?Quando as coisas parecem estar contra você, pense em todas as coisas que estão a seu favor. Enumere suas bênçãos e isso lhe ajudará a lidar com as decepções.Procure a alegria em cada momento. Até mesmo um obstáculo pode ser uma benção se for encarado com a atitude certa. Nada funciona contra você a não ser que você permita.Você é mais que o problema do momento. Você tem toda uma vida maravilhosa e vive em um mundo com oportunidades ilimitadas de felicidade e abundância. Supere os obstáculos: eles são minúsculos quando comparados à grande alegria que é viver.

Importância do trabalho


O trabalho que é viver O que é trabalhar? Para alguns, é sentar-se em um cubículo e atender o telefone. Para outros, é cuidar de uma criança, construir uma casa, cozinhar, ou pilotar um avião.Trabalho é a essência da vida. Todos o fazemos, quer tenhamos um contra-cheque ou não. É o que nos mantém vivos e o que nós faz seguir adiante. Não existe trabalho insignificante. Todo trabalho é importante.Em todo trabalho há lugar para a satisfação, porque há também oportunidade de fazermos a diferença. Quanto mais você se empenhar na realização de um trabalho, mais longe você chegará. Ponha mãos à obra e isso o manterá vivo. Ponha sua mente nisso e você terá vida. Ponha sua própria essência e você receberá enormes recompensas.O valor do seu trabalho é afetado não pelo que você faz, mas pelo esforço que você dedica.

A escolha óbvia E se alguém que tivesse o poder para tal, lhe desse a escolher entre uma vida de sucesso econômico, boa saúde e realização profissional, e uma vida com doenças, pobreza e desespero? Qual você escolheria? E se, só pelo fato de o ter decidido, sem nenhum outro esforço da sua parte, você pudesse escolher como sua vida será?A verdade é que você tem escolha. Pensar positivamente demanda o mesmo esforço que pensar negativamente. Seus pensamentos criam a realidade.Você pode escolher enxergar-se como alguém sem valor e ter pensamentos que o levarão á uma vida de desespero. Ou então, você pode reconhecer que é digno do melhor que a vida pode oferecer e encher sua mente com pensamentos positivos que tornarão realidade todo seu potencial.Claro que a vida é dura. Cada dia é cheio de desafios. Se esses desafios irão lhe derrotar ou levar-lhe à grandeza, é você quem decide.


10 Mandamentos do Otimismo

1- Hoje é o dia mais importante da sua vida. Não o sobrecarregue com lembranças dolorosas do ontem, nem com temores covardes do amanhã. Viva o dia de hoje com entusiasmo e harmonia.
2- Construa você mesmo sua Vida. Não permita que opiniões e erros alheios o conduzam ao fracasso.
3- Irradie amor, carinho e simpatia. Não guarde seu tesouros espirituais, pois, quando mais alegria e amor espalhares, mais feliz será.
4- Não espere pelos outros. Tua grande fonte de energia está em ti mesmo- se souberes utilizá-la verás quando já és próspero e forte.
5- Seja pontual, sincero e exigente consigo mesmo. Quem não se disciplina desperdiça tesouros de energia física e mental, acabando por destruir-se que , lembre-se que o tempo deve ser usado com sabedoria.
6- Cuide de teu corpo e tua mente, conservando ambos sadios. Como os males de um se refletirão no outro, os dois merecem, por igual, ter cuidado. Alimente sua mente com pensamentos positivos e saudáveis para que seja refletido em seu corpo.
7- Tenha paciência. Jamais duvide da vida e de que a vitória pertence aos que sabem esperar o momento certo de agir. Não tenha pressa, tudo tem seu tempo.
8- Fuja da extravagância e do desperdício. Os dois são próprios do desequilíbrio na vida é um bem inestimável.
9- Faça diariamente uma avaliação de tua vida. Veja o que realmente deve dar importância, se não estás esperdiçando seu tempo com coisas inúteis como preconceitos e ressentimentos, pois tudo tudo gira em torno da paz e harmonia.
10- Ao tomar uma decisão consiste e livre, jamais te afaste dela. Seja seguro em suas decisões. Saber querer é a base para vencer. Com otimismo tudo se resolve.

Você é Importante - Texto 1"Textos de Motivação: Para alimentar a sua alma."
Ele estava na primeira 3ª série em que eu lecionei na escola Saint Mary's em Morris, Minn. Todos os 34 alunos eram importantes para mim, mas Mark Eklund era um e um milhão.Muito bonito na aparência, mas com aquela atitude "é bom estar vivo" que fazia mesmo uma travessura interessante.Mark falava incessantemente. Eu tinha de lembrá-lo a toda hora que conversar sem pedir licença não era permitido.O que me impressionava muito, porém, era sua resposta sincera toda vez que eu precisava chamar sua atenção pelas travessuras — "Obrigado por me corrigir, Irmã!".Eu não sabia o que fazer disto, mas ao invés me acostumei a ouvir esta frase muitas vezes ao dia.Uma manhã eu já estava perdendo a paciência quando o Mark falava repetitivamente, e eu cometi um erro de professor principiante. Olhei para o Mark e disse — "Se você disser mais uma palavra, eu taparei sua boca com fita adesiva!".Passaram-se dez segundos quando Chuck deixou escapar — "O Mark está conversando de novo." Eu não havia pedido a nenhum dos alunos para me ajudar a cuidar do Mark, mas como dei o aviso da punição na frente de toda a classe, eu devia tomar uma atitude.Eu lembro a cena como se fosse hoje.Eu caminhei até a minha mesa, deliberadamente abri minha gaveta, e peguei um rolo de fita adesiva. Sem dizer uma palavra, fui até a mesa do Mark, destaquei dois pedaços de fita e fiz um X sobre a boca dele.Voltei, então, para a frente da sala de aula. Assim que olhei para o Mark para ver o que estava fazendo, ele piscou para mim. Isto foi o suficiente!! Eu comecei a rir. A turma aplaudiu assim que retornei a mesa do Mark, removi a fita, e encolhi meus ombros. Suas primeiras palavras foram- "Obrigado por me corrigir, Irmã."Recebi uma proposta para assumir uma turma de 1º grau de matemática no final do ano. Os anos passaram, e antes que eu soubesse, Mark estava na minha turma novamente. Ele estava mais bonito que nunca e tão educado.Uma vez que teria de escutar atentamente minhas explicações na "nova matemática", ele não falou tanto na nona série, como fez na terceira. Numa Sexta-feira, as coisas não pareciam boas. Havíamos trabalhado duro a semana toda em cima de um conceito matemático, eu senti que os alunos estavam tensos, frustrados com eles mesmos, e nervosos uns com os outros. Eu tinha de parar este mau humor antes que fugisse do meu controle. Então pedi a eles que listassem os nomes dos colegas de classe em duas folhas de papel, deixando um espaço entre cada nome. Daí eu disse a eles para pensarem na coisa mais legal que eles poderiam dizer sobre cada um dos seus colegas e escrever na lista. Isto levou o restante do período de aula para terminar esta tarefa, e à medida que iam deixando a sala, cada um foi me entregando suas listas.O Charlie sorriu. O Mark disse -"Obrigado por me ensinar Irmã. Tenha um bom final de semana."Naquele Sábado, escrevi o nome de cada aluno numa folha separada, e listei o que os outros haviam escrito sobre cada indíviduo. Na Segunda-feira eu entreguei as listas para cada um dos alunos. Logo, toda a sala estava sorrindo. "Mesmo?" Eu ouvi um sussuros. "Eu nunca pensei que eu significasse tanto para alguém!" "Eu não sabia que outros gostavam tanto de mim."Ninguém nunca mais mencionou sobre estes papéis em sala de aula. Nunca soube se eles discutiram sobre o assunto depois da aula, ou com seus pais, mas não importava. O exercício atingiu o seu objetivo. Os alunos estavam felizes com eles mesmos e com os outros novamente.Aquele grupo de estudantes seguiu caminho. Vários anos mais tarde, depois de retornar das minhas férias, meus pais se encontram comigo no aeroporto. No caminho de volta para casa, minha mãe me fez as perguntas usuais sobre a viagem, o tempo, minhas experiências em geral. Houve uma pausa na conversa.Minha mãe deu uma olhada para meu pai e disse: - "Pai?" Meu pai limpou a garganta como sempre fez antes de dizer algo importante."Os Eklunds ligaram ontem à noite," ele começou. "Mesmo?" eu disse. "Eu não soube deles por anos. Eu fico imaginando como está o Mark."O meu pai respondeu em baixo tom - "Mark foi morto no Vietnam. O funeral é amanhã, e os pais dele gostariam que você fosse."A partir deste dia, eu marquei o ponto exato da freeway I-494 quando o meu pai me deu a notícia sobre o Mark. Eu nunca havia visto um militar num caixão antes. Mark estava tão bonito, tão maduro. Tudo o que pude pensar naquele momento foi: - "Mark, eu daria todas as fitas adesivas do mundo se você pudesse falar comigo."A igreja estava cheia de amigos do Mark. A irmã do Chuck cantou "The Battle Hymn of the republic."Por que teve de chover no dia do funeral? Já era difícil o suficiente estar ao lado da sepultura. O pastor recitou as orações normais e o trompete soou.Um a um aqueles que amavam Mark aproximaram-se do caixão pela última vez e o borrifaram com água benta. Eu fui a última a abençoar o caixão.Enquanto eu estava ali, um dos soldados que carregava um manto se aproximou e perguntou - "Você foi professora de matemática do Mark?"Eu concordei e continuei a olhar o caixão. "Mark falava muito sobre você." ele disse.Depois do funeral, a maior parte dos colegas de Mark dirigiram-se para a fazenda de Chuck para o almoço. Os pais do Mark estavam lá, obviamente esperando por mim. "Nós queremos lhe mostar algo" disse o pai, tirando a carteira dele do bolso. "Eles acharam isto com o Mark quando ele foi morto. Achamos que você reconheceria."Abrindo a carteira, ele cuidadosamente removeu duas folhas de caderno bem velhas que foram obviamente remendadas com fita, dobrados e desdobrados muitas vezes. Eu já sabia, sem ter de olhar para elas, que se tratava daqueles papéis onde eu listei as coisas boas que cada um dos colegas do Mark haviam escrito sobre ele."Muito obrigado por fazer isso." disse a mãe de Mark. "Como você pode ver, Mark apreciou muito."Os colegas do Mark começaram a se aproximar de nós. Charlie sorriu timidamente e disse - "Eu ainda tenho a minha lista. Está na primeira gaveta da minha escrivaninha em casa."A esposa do Chuck disse - "O Chuck me pediu para colocar a lista dele no nosso álbum de casamento.""Eu tenho a minha também." disse Marilyn. "Está no meu diário."Então Vicki, uma outra colega, pegou a sua lista toda amassada do bolso e a mostrou para o grupo. "Eu sempre a carrego comigo." disse Vicki sem mover um cílio. "Eu acho que todos nós guardamos nossas listas."Foi quando então, eu realmente sentei e chorei. Eu chorei por Mark e por todos seus amigos que nunca o veriam novamente."
Escrito por: Sister Helen P. Mrosla

Crise
Não precisamos ter medo de crise. Crise nos ajuda a crescer, a amadurecer, a amar mais, a sermos mais livres, a sentirmos mais compaixão, a sentirmo-nos mais amados. Não tenhamos medo de dúvidas, quando elas pararem de existir é porque paramos em nossa caminhada


Aliviando a consciência pesada
EM VEZ DE PASSAR A VIDA SE CHICOTEANDO, QUE TAL SUBSTITUIR A CULPA, ESSE SENTIMENTO TÃO DOLOROSO E DESTRUTIVO, POR UMA PALAVRINHA: COMPREENSÃO?
Mariana Sgarioni

Você faz sua parte?



















As mazelas do mundo são tantas,tanto sofrimento.
Fome:
Você joga comida fora todo dia?Nas centrais de distribuições alimentícias quanto alimento é jogado fora?
Você escolhe muito o que vai comer?Descarta alimentos que alimentaria uma família inteira?
Quanto você gasta com seu animalzinho de estimação?Será necessário tanto gasto com ele?
Você tem mais do precisa?Porque não ajuda quem precisa?
Ficou chocado com essas imagens?Ficou com dózinha?E o que você faz pra mudar isso?
Dó não serve pra nada!!!!!!!!!!!
Vamos falar de ÁGUA!!!!!!!!!
Você gosta de água?Precisa de água?
Porquer demora tanto no banho?
Lava seu carrinho querido legal nê?E quanto você gasta de água pra isso?
Lava a calçada todo dia,com mangueira,fica mais limpo e é prático?Legal!!!!!!
Lava louça,escova o dente,faz a barba com a torneira ligada;Parabéns você é um idiota que não pensa nas gerações futuras,e quando bilhões de pessoas sofrerem pela falta de água vão lembrar de VOCÊ!!!!!!!!!!!
Você está empregado?Vive reclamando do emprego?E o que você fez pra conseguir um emprego melhor?Curtiu a vida?Bom,mas a vida não é só zueira!Enquanto muitos estudavam onde você estava?O que você lê,assiste,ouve e prática?Como você enxerga a vida?
Você está onde está porque merece!!!
Não reclame do seu emprego,pois muito não o tem!!
Pare de reclamar e mexasse!!!!!!!!!
Depressão,stress,câncer,doenças cada vez piores!
De onde vem tudo isso?
De nós mesmos!
Quando odiamos,invejamos,somos gananciosos,mesquinhos:Queremos ser melhores do que os outros,egocêntricos.Sempre em busca do dinheiro,sem limites pra isso!!
Quando não conseguimos respeitar o espaço dos outros,respeitar as pessoas como elas são!
Quando não amamos o próximo sofremos,e não nos damos conta disso!!!!!!!!!!
Quando reclamar que o mundo tá uma porcaria,pense,o que faço pra torná-lo melhor?
Você é o mundo!
No oceano da humanidade somos uma gota e se cada gota fizer sua parte seremos um oceano de paz e muito amor!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Frutos da felicidade.


Pensamos sempre em como ser feliz,será que é possível ser plenamente feliz?Onde encontrar essa tal felicidade?
Ela mora dentro de nós,vem de uma força maior que rege o universo;Deus é fonte de amor e paz que emana seu amor sobre nós.Essa árvore ao lado mostra como ser feliz de verdade,sem materialismo.A alegria da alma é verdadeira e autentica.
A felicidade está nas coisas simples da vida!!!!!!