terça-feira, 11 de maio de 2010

Menino!

   


Menino doce que desce a ladeira da vida como se bailasse a luz do vento!



Sopram -lhe as narinas o vento da luz!


Rodopiando feito peão brinca sem rumo na roda da vida,vida vaga sem prumo!


Que prumo?Pra que prumo se posso ouçar!


Ser o que posso ser,sou uma fagulha,posso ser uma fogueria ou um vulcão em erupção!


Sou o que posso ser,sem lamúrias nesta vida sou errante e se erro é porque não sei!


Aprender é preciso mas se me julgam como aprenderei?


Continuo errante e errando cada vez menos,um dia não giro mais e aí o que serei?


Uma pedra lembrando dos erros doces que me traziam algo,se sou pedra,existo, mas não aprendo!


Ser pedra ou peão é a solução pro coração?


Não, serei pruma que roda no vento e descansa na pedra e depois voa ao encontro do acaso que não é acaso, é um rio que passa sem turbilhão!


Sim um rio,por mais que agitem suas águas não muda o curso e não para sua jornada!


Seja um rio,se te agitarem muito não se preocupe,você é um rio!


Ri.........sos de saudades do que não fui e nem do que serei,saudades do nada que me acalentam a solidão de estar cercado pelas multidões!


Vento,como pluma me leve ao encontro da mansidão e silêncio que ecoa do universo!!!!!!!!






Micael A.Andrade

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